Sua Mãe!

novembro 2, 2010

“E se alguém chegar e disser que no fundo você tem que ouvir mais sua mãe…”

por Carol

Dei muita risada quanto soaram as primeiras notas de “Vanessa e o Véu”, a banda (Sua Mãe) no entanto é muito séria, tem myspace, twitter, orkut, site, CD lançado e tudo mais. A risada é talvez a maneira de compreender e admitir que a mistura das influências Odair José, Reginaldo Rossi, George Harisson, U2, Retrofoguetes, Radiohead e Muse, deu certo.

E deu mesmo. Quanto se reconhece a voz do ator Wagner Moura em Vanessa e o Véu o primeiro impulso é mesmo rir, depois levar a sério e terminar curtindo. Eu fico sempre com uma alegriazinha besta quando encontro algo de novo e bom na música brasileira. Não sou grande garimpadora de novas tendências então as coisas boas e novas (talvez não necessáriamente as duas coisas juntas), demoram para chegar aos meus ouvidos.

Sua Mae chegou e fiquei encantada novamente. Não saberia explicar que resultado deu a mistura das letras intensas de Reginaldo Rossi com o rock bom moço e irlandês do U2, mas vale muito apenas pelo menos matar a curiosidade:

Sua Mãe!

Quem faz
Wagner Moura: voz
Gabriel Carvalho: guitarra solo e vocais
Ede Marcus: guitarra base e vocais
Claudinho Chacha: violões e vocais
Tangre Paranhos: teclados e vocais
Serjão Brito: baixo
Leco: bateria
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É fácil achar qualquer coisa no Google hoje em dia, mas vou facilitar, taí o link pro site deles, ou dela. www.suamae.com.br
Abraços

 

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Rock this town.

abril 20, 2010

por Marina

Ele tem a idade do meu pai e o signo da minha mae.
E a carinha do meu priminho de oito anos.
Obviamente, ele tem preferências diferentes das do meu pai e da minha mae (e do meu primo). A começar pelo país. Nunca vou entender o que o Eric Martin e o Mr. Big veem no Japao. Nao consigo gostar daquele lugar (mesmo sem ter estado lá), nao gosto da cultura, nem da língua e, muito menos, da gastronomia.
Para quem ainda nao se situou, é só lembrar de bandas como Guns n’ Roses, Bon Jovi, Skid Row e Poison. Com aqueles cabelos gigantes e caras afeminadas, essas bandas de hard rock fizeram um sucesso sensacional no fim dos anos 80 e começo dos anos 90. Feliz ou infelizmente, nao tive idade suficiente para presenciar pessoalmente, mas, como já citei anteriormente, nasci ouvindo essas (entre outras) coisas, e nao tive como fugir dessa influência. Na verdade, sou muito grata pelo meu pai ter me apresentado tudo isso quando eu era ainda muito nova. 90% da pessoa que eu sou hoje tem, com certeza, raiz nessa base. Beijo, pai.
Mas, voltando ao Eric Martin, o nova iorquino espalhou sua voz pelo mundo (literalmente, os fãs dos Japao nao sao à toa) com baladinhas que ficaram na boca do povo por muito tempo, como To be with you e Wild world (tocada até em fim de temporada da série Skins). Sempre envolvido em projetos e nunca ficando totalmente preso ao Mr.Big, ele fez, além do trabalho solo, várias parcerias que receberam menos destaque do que a banda de hard rock.
Ainda assim, a banda ficou separada de 2002 a 2009, quando voltaram a se reunir, contatando oficialmente a imprensa, e, mais tarde, saíram em turnê. Claro que a banda nao vem toda junto para o Brasil, né? Ando querendo demais. Mas Eric Martin vem. Sim, o bofe vem pra Sao Paulo no dia 23 de maio de 2010, junto com o vocalista Jeff Scott Soto que, dentre outras façanhas, gravou a trilha sonora do filme Rock Star, com a banda fictícia Steel Dragon, composta por Jeff Pilson (ex-baixista do Dio), pelo guitarrista Zakk Wylde (do Black Label Society e parceiro de Ozzy Osbourne) e pelo baterista Jason Bonham (filho do também baterista John Bonham, do Led Zeppelin). Aliás, é um filme que recomendo super.
Para suprir meu descontentamento em nao assistir ao show do Aerosmith novamente da grade de um estádio de futebol, com 62 mil pessoas desejando estar no meu lugar, estou considerando seriamente usar o Eric Martin como prêmio de consolaçao. Confesso nao conhecer muito de seu trabalho solo, mas seu repertório é composto por 70% de músicas do Mr. Big. Pelo menos foi o que eu ouvi dizer.
Para quem tiver interesse, o vocalista fará duas apresentaçoes no Brasil este ano. Dia 22 de maio em Curitiba e dia 23 em Sao Paulo. Na capital paulista, o show vai ser no Carioca Club, e o ingressos custam R$ 90,00 para pista e R$ 160,00 no camarote. Segundo o site do Terra, o show está marcado para começar às 18h e os ingressos estao à venda na própria casa de show, pelo site http://www.ticketbrasil.com.br ou na Die Hard (Galeria do Rock, em SP).
por Marina

Eu tentei ser parte dela. Fiz cerca de quatro anos de aulas de piano, uns três de violao e vários de canto e coral.
Acho que, no fim, era pra ela ser parte de mim.
Cresci ouvindo os clássicos do rock n’ roll e da MPB. Meus pais sempre gostaram, o histórico na família é extenso.
Desde cedo aprendi a apreciar e escolher o que era bom pra mim. Aprendi, também, a nao desrespeitar o que acho ruim e entendi como isso realmente funciona (gosto é que nem braço).
Na escola, tudo funcionava melhor com o bendito foninho no ouvido. Meus professores brigavam, jogavam giz, mas, agora, vejo que era minha escapatória para nao surtar.
Hoje, quando saio louca da vida da redaçao, pego o carro e tenho vontade de fugir pra um lugar bem longe, sem voltar, nem dar satisfaçao, muito menos olhar pra trás, ela me acalma. Eu respiro fundo, eu canto alto, eu grito, eu choro.
Ela traz uma sensaçao que nenhuma das outras seis consegue. No meio de um show, pensar em quem revolucionou, em quem mudou, no que escreveram e sentir todo mundo unido, cantando com a mesma vontade. Sentir o chao tremendo por 70 mil pessoas que vibram com os mesmos propósitos. E, quando parar, lembrar, rir e pensar. Ser levado para outro lugar. Ter atitude perante a vida e as pessoas e suas açoes.
E ser diferente. Uma metamorfose ambulante.
No meio do caos, a música é o silêncio.