Feliz dia do livro, everyone.

Sim, estamos com 24 horas de atraso, mas a homenagem é sempre válida.
Cada uma de nós tem uma relaçao com os livros, com as palavras. Cada uma de nós sente de um jeito, insere num contexto. Nada mais justo do que cada uma de nós se expressar quanto ao seu contato com essas coisinhas fascinantes.
A Carol está sem internet e impossibilitada de demais contatos sociais, por isso vocês serão agraciados com palavras minhas (Marina) e com as da Aline.

por Marina

Esse tao bem amado item, de tanto valor (poe valor nisso!) ou às vezes nem tanto (dez mil títulos a R$12,00 na Saraiva) que diverte, emociona, faz rir e chorar, faz chorar de rir, nos resgata do caos cotidiano e nos transforma. Ativa capacidades e nos reserva um espacinho em outra dimensao, que é só nosso.
Companheiro das madrugadas insônes, das longas esperas, dos amores. Que carregamos durante as viagens, as idas e vindas e que, em troca, nos leva para montanhas encantadas, para cidades subterrâneas produtoras de plutônio, para a agitada New York City ou para a obscuridade de uma ilha deserta, habitada por crianças. Dono de paradoxos.
Ele, que tem tanto a nos dizer e, ao mesmo tempo, deixa-nos livre para criarmos e imaginarmos. Ele nao nos poda arazao, muito menos a emoçao.
Que aumenta nosso vocabulário e nosso conhecimento sem nos tirar do lugar. É a tecnologia mais globalizada que eu já vi.
Como nao se identificar com as personagens, nao amá-las ou odiá-las? Como nao sentir saudade depois que acaba, querendo que todo volume fosse uma trilogia?
A partir dele surgem filmes, intrigas, surgem réplicas, tréplicas. E surgem outros.
Saciadores de fome.

por Aline

Quando alguém te diz “LIVRO”, o que vem à cabeça? Vou dizer o que vem à minha cabeça: alegria, conforto, satisfação, excitação, segurança, prazer. Tudo junto e misturado. Eu não tenho certeza quando foi que eu tive o “clique” que meu professor de literatura (Grande Xicão!) tanto falava, aquela mágica do livro quando te conquista. Mas hoje, não consigo me ver longe dele. Eles foram protagonistas de momentos maravilhosos e moldaram profundamente.
Deixar de lado o estudo da prova de química para terminar de ler aquele romance incrível.
Passar pelas estantes da biblioteca colocando todos os livros que tem vontade de ler nos braços, pra depois ter que devolver nas prateleiras por ter passado do número máximo que podia levar.
Sofrer assistindo os bombeiros de “Fahrenheit 451” queimando livros.
Ter como sonho de consumo a entrada numa livraria com um carrinho de supermercado e colocar dentro tantos livros quanto coubesse (e ter dinheiro para pagar todos eles!).
Uma vez ouvi uma definição de livro, como um ‘objeto perfeito’, pois não havia o que melhorar nele. Não consigo discordar. São para os meus livros que eu olho quando penso nos tesouros que eu tenho.
Foi por causa desse objeto perfeito que guiei minha vida em determinadas direções, como minha carreira. E por ele continuo me guiando.

Para finalizar, achei interessante esse texto do Antonio Prata sobre a repercussão do livro, em sua época de ‘lançamento’, apresentando uma sutil comparação com as discussões sobre as novas mídias e plataformas que dizem que são capazes de, em alguns anos, extinguir o livro de papel e o jornal. Fica a dica para reflexão.

http://blogs.estadao.com.br/antonio-prata/ipad/

“Os melhores sacudidores de palavras eram os que compreendiam o verdadeiro poder delas. Eram os que conseguiam subir mais alto. Um desses sacudidores era uma menininha magricela. Ela era famosa como a melhor sacudidora de palavras de sua região, porque sabia o quanto uma pessoa podia ficar impotente sem as palavras.
Por isso, ela se mostrava capaz de subir mais alto que qualquer outra pessoa. Desejava as palavras. Tinha fome de palavras.”
A menina que roubava livros [The book thief], Markus Zusak.

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