Diga: Vinte e Dois

novembro 30, 2011

Reprodução

Ok. Vinte e dois anos não é uma idade na qual as pessoas costumam se desesperar, olhar para trás e entrar em pânico percebendo que não conseguiram realizar muitas das coisas que sonhava, que imaginaram que fariam. Deixamos para pensar nisso quando chegarmos aos trinta e três

Mas aos vinte e dois anos você está no processo, está se encaminhando para os trinta e três (que inclusive chegará bem rápido, segundo todos aqueles que passaram pelo número…). Estamos tomando decisões que vão interferir e formar essa realidade trintetreriana.

É claro que não temos a obrigação de acertar as decisões tomadas. O legal da vida é sempre termos coragem pra recomeçar, decidirmos por algo mais atraente, desafiador. Mas se não damos um direcionamento mental na nossa vida, as coisas podem começar a desandar… A começar pelo seu psicológico!

Ter em mente o que você quer para a sua vida, ou, pelo menos, visualizar aquilo que quer alcançar já é um bom começo. A partir daí, é tomar decisões que te levem lá ou, pelo menos, te encaminhem.

Terminar uma etapa e partir para a próxima não é fácil, especialmente quando você sentiu a escola como seu porto seguro durante a vida toda. O que fazer? Pra onde ir? Ficar em sua cidade ou partir pra novos lugares? Acho que os questionamentos são inevitáveis. Mas podemos pensar que eles são exatamente isso: uma etapa. E vamos passar por ela de uma forma ou de outro, com acertos ou erros (provavelmente com os dois!).

Acho que agora, aos vinte e dois, a gente percebe que sair da zona de conforto é necessário, é duro, mas provavelmente recompensador. Sobre os meus sonhos, continuarei sonhando. Imagino que a vida não tem muita graça sem eles. Continuarei perseguindo-os. Quem sabe, quando chegar aos trinta e três, eu não possa olhar pra trás e ficar orgulhosa do que realizei?

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Nascido do erro

julho 5, 2010

por Marina

Er.rar (do infinitivo latino errare): cometer erro, equivocar-se, enganar-se; andar de um lado para o outro sem destino, vaguear.

É tão comum ficarmos chateados quando nossos planos dão errado, mas acho que nunca paramos para pensar que, talvez, as coisas só não saem como planejado porque não devemos estar em determinada encruzilhada de tempo e espaço. Aparte de todo debate sobre destino vesus livre arbítrio, acho que não existe nada que seja coincidência. Quero dizer, as coisas não podem acontecer ou não acontecer à toa.

Isso nos leva a um ensolarado sábado de abril, no começo do outono do ano passado. Um tanto quanto clichê, admito, mas, às vezes, a realidade é um pouco clichê, se pararmos para pensar. Depois de almoçar, embarquei em um ônibus rumo à metrópole campineira. Eu tinha ótimos planos! Estava indo me encontrar com a Carol (que, aliás, é uma profunda conhecedora da própria cidade) para irmos até um bar passar a tarde em um festival de bandas góticas. Quanto a esta última informação, dispenso quaisquer tipos de comentários. Assumo a responsabilidade da idéia [de girico] e assumo a ligeira expectativa palpitante no meu peito de reencontrar pessoas. Com tal pensamento, chego em Campinas e, contando sempre com a boa vontade da tia Zélia, Marina e Caroline partem em busca de uma tarde obscura no bar. Confiando no bom senso de direção da Carol, fui parar no Castelo, a pé e sem saber para qual direção seguir.

Depois de perguntarmos em algumas lojas, tivemos a brilhante idéia de conversar com os taxistas. Afinal, quem conhece melhor as ruas da cidade se não os taxistas? Agora, com um caminho a ser percorrido, partimos, a pé, para a direção indicada.

No meio do caminho, passamos por uma sorveteria, dois cachorros, um karaokê fuleira, erramos algumas ruas, perguntamos para estranhos e acabamos, finalmente, chegando com um pouco mais de uma hora de atraso. (Os detalhes da primeira impressão é melhor serem guardados em uma caixinha no fundo da memória). Descobrimos, por fim, que estávamos adiantadas e resolvemos fazer hora na praça, mais precisamente no parquinho da praça (cujo balanço a Carol quebrou). O bar não inspirava, as pessoas não inspiravam e foi tentador demais sair por aí conversando, ao invés de se enfiar em um bar. Por isso, depois de muita conversa, calor e poesia erótica, decidimos dar meia volta e fazer o caminho inverso, rumo aos planos falidos. Não só andaríamos como subiríamos todo o caminho de volta, em busca daquela sorveteria pela qual passamos.

Mal começamos o trajeto e já fomos abordadas por três jovens, uma moça e dois moços. Primeiro, a moça nos perguntou se poderia nos dar uma florzinha para alegrar nosso dia. Por que não? A Carol-viking pode não gostar de flores, mas a Marina-educação-britânica adora. Então, aceitamos. Eis que ela nos oferece algo mais: jhorei. Acho que nossa cara de espanto provocou uma reação comum aos detentores da informação. A moça começou a nos explicar que, durante 30 segundos, um dos moços se posicionaria na frente de cada uma de nós e, com a palma da mão erguida, descarregaria uma pá de energias positivas. De graça, até injeção na testa. Lá fomos nós. Enquanto uma lia o folhetinho, a outra recebia o jhorei. Como eu fui a primeira, não sabia o quão engraçado era a cena para quem via de fora. Na vez da Carol, simplesmente não conseguia controlar minha risada. Foi bom descobrirmos que eles têm templos e não saem fazendo isso no meio da rua (nada contra, somente foi engraçado os 30 segundos sem verborragia, sem saber pra onde olhar).

Com um mini-vasinho lindinho, com flores da cor da bandeira do Vaticano, continuamos nossa caminhada. Até que encontramos a sorveteria. Um lugar muito recompensador. Sorvete por quilo, barato e com uma infinidade de guloseimas para acrescentar. Terminamos a jornada ali mesmo, falando e fazendo planos, desenvolvendo a idéia deste blog. Não exatamente este, mas podemos dizer que foi ali que, naquele momento e lugar, parimos este blog. Um amontoadinho de celulose e imaginação. Por fim, errar nas escolhas e depois mudar de planos nem sempre acaba tão ruim.

Por Aline
 
Nem só de futebol vive o esporte no Brasil. Com toda a certeza nos orgulhamos dele, mas também amamos o esporte e muita coisa que pode nos oferecer. E como fã do vôlei, vim aqui prestigiar um pouco essa modalidade que também se tornou muito querida por nós.

Fim de campeonato, a Superliga mais comentada e disputada dos últimos anos, muitos dos ídolos da seleção de volta jogando nas equipes brasileiras, times que cresceram e surpreenderam, reviravoltas. Tudo e mais um pouco pra deliciar os torcedores.

A final foi maravilhosa. As emoções de comprar o ingresso (correndo, pois a venda começou na terça e esgotou na quarta!), preparar as coisas, dormir tarde e acordar cedo pra ir para São Paulo (Jaguariúna a São Paulo = 1h30 de viagem = acordar 6h = dormir pouquíssimo!) e se deparar com um Ginásio do Ibirapuera lotado é uma sensação difícil de descrever.

Bob, do Cimed, se preparando para sacar

Bob, do Cimed, se preparando para sacar (por Aline Guevara)

(…) 

 “E aí, vão torcer pra quem, catarinenses ou mineiros?” – guardinha no estacionamento do lado do Ginásio. 

“Cimed, com certeza!”, eu. 

“Ahh, não acredito. Não vai dar força para os amigos do Montes Claros?! Mineiro é gente boa, é aqui do lado e lá no sul de Minas existe muita pobreza…” 

“Humm, ok. Como se isso fosse mudar a minha torcida!” 

(…) 

Bob e o líbero Mário Jr. ao fundo. Acácio, Lorena e Diogo, sacando pelo Montes Claros (por Aline Guevara)

Jogo rolando, Cimed X Bonsucesso/Montes Claros. Brincadeiras à parte, os mineirinhos jogaram muito bem. E a torcida azul estava animadíssima, dando força ao time em todos os momentos. No entanto, do lado vermelho também estava quente. E a equipe do Cimed deu excelentes motivos pra isso. Grandes passes de Bruninho, que conseguiu ajudar os companheiros a se soltarem e terem uma ótima performance no jogo. Jogadas que lhe valeram, merecidamente, o prêmio de melhor jogador da partida. 

A experiência e cabeça no lugar do Cimed acabou pesando contra a emoção do Montes Claros, que venceu por 3 X 0. Mas foi difícil quem saiu reclamando do resultado, pois no fim, virou tudo uma festa. Festa de vitória para Florianópolis, de superação para Montes Claros e de muita tietagem pra cima de todos os jogadores presentes (afinal, nossos queridos Giba, Gustavo, Serginho e muitos outros estavam presentes para a premiação…). 

Parabéns equipe do Cimed! Parabéns ao Montes Claros! Parabéns as outras equipes que participaram da Superliga, que tornaram esse campeonato tão legal de acompanhar! 

E que venha a Liga Mundial! 

Ah, então, lembram da tietagem… 

Belíssima foto do jogador Lucão, por Thais Colacino

 

Por Aline

 

Não vou me aprofundar nesse assunto, mas em 13 de abril é comemorado no Brasil o dia do beijo. Ele festeja todos os tipos, beijo de namorados, o descompromissado, beijo entre amigos, de pai e mãe.

Deixo pra vocês uma foto já bem conhecida sobre o assunto. A história dela é bacana:

 

O momento foi registrado pelo famoso fotógrafo naturalizado americano Alfred Eisenstaedt no dia 15 de agosto de 1945. A última oposição aos aliados, o Japão tinha se rendido, portanto, a 2ª Guerra Mundial havia terminado. Os americanos saíram às ruas da Times Square em Nova Iorque para festejar e esse marinheiro da foto saiu beijando as moças que encontrava pela frente. Eisenstaedt conseguiu clicá-lo enquanto beijava a enfermeira. Polêmicas sobre o fato ou mesmo sobre a produção da fotografia à parte, a imagem se eternizou símbolo de vitória, de paz, de alegria.

Barrichella

março 20, 2010

Bom, chegar em segundo lugar não é tão ruim (vamos desconsiderar o fato de estarmos em três blogueiras, ok?!).

Primeiramente, quero agradecer à Carol pelas belas palavras, que iniciaram tão bem o nosso espaço. Mas um parênteses: é claro que este blog não teria saído sem minha presença! Era necessária uma terceira mosqueteira para reavivar o projeto engavetado.  Até porque, o 3 é um número bem mais legal que o 2.

Nosso interesse por histórias, por pessoas e  por idéias nos fez abraçar a profissão de jornalista. Mas muito além desse “título”, somos pessoas que amamos escrever e acreditamos que podemos acrescentar alguma coisa para cada leitor dos nossos textos.

Esperamos que gostem do que vem por aí, pois temos muita coisa boa pra ser produzida.

Aos leitores (pais, irmãos, amigos, namorados e quem mais for convencido a nos ler)

Um grande beijo

Aline.