Let the music do the talking

abril 11, 2010

por Marina

Eu tentei ser parte dela. Fiz cerca de quatro anos de aulas de piano, uns três de violao e vários de canto e coral.
Acho que, no fim, era pra ela ser parte de mim.
Cresci ouvindo os clássicos do rock n’ roll e da MPB. Meus pais sempre gostaram, o histórico na família é extenso.
Desde cedo aprendi a apreciar e escolher o que era bom pra mim. Aprendi, também, a nao desrespeitar o que acho ruim e entendi como isso realmente funciona (gosto é que nem braço).
Na escola, tudo funcionava melhor com o bendito foninho no ouvido. Meus professores brigavam, jogavam giz, mas, agora, vejo que era minha escapatória para nao surtar.
Hoje, quando saio louca da vida da redaçao, pego o carro e tenho vontade de fugir pra um lugar bem longe, sem voltar, nem dar satisfaçao, muito menos olhar pra trás, ela me acalma. Eu respiro fundo, eu canto alto, eu grito, eu choro.
Ela traz uma sensaçao que nenhuma das outras seis consegue. No meio de um show, pensar em quem revolucionou, em quem mudou, no que escreveram e sentir todo mundo unido, cantando com a mesma vontade. Sentir o chao tremendo por 70 mil pessoas que vibram com os mesmos propósitos. E, quando parar, lembrar, rir e pensar. Ser levado para outro lugar. Ter atitude perante a vida e as pessoas e suas açoes.
E ser diferente. Uma metamorfose ambulante.
No meio do caos, a música é o silêncio.
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